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Imprensa e Universidades    >    Releases    >    janeiro de 2008

Marcas regionais caem no gosto do
consumidor brasileiro

  • Estudo da Nielsen mostra que nos primeiros oito meses de 2008, marcas regionais
    já representam 52% do total de marcas existentes
  • Análise revelou que classes C e D são maiores consumidoras destes produtos
  • No Sul, consumidores A e B são os que mais compram itens de fabricação local

Outubro de 2008

São Paulo, Brasil

São Paulo, Brasil, outubro de 2008 – As marcas regionais deixaram de ser apenas uma segunda opção para quem vive nos grandes, médios e pequenos centros para, cada vez mais, ganhar espaço e destaque nas prateleiras do País. Um levantamento da Nielsen (www.br.nielsen.com), realizado entre janeiro e agosto deste ano, mostra que diante do aumento nos preços dos alimentos o consumidor está procurando produtos mais baratos.

A análise mostrou que os itens de menor preço ganharam mercado nos primeiros oito meses de 2008 em comparação ao mesmo período de 2007. As marcas de preço baixo cresceram três pontos percentuais neste ano, as de médio preço, 4%, e as marcas premium perderam 7% de participação.

Ana Carolina Brenner Franceschi, coordenadora de Pesquisas Especiais da Nielsen, afirma que a proliferação de marcas regionais tem sido cada vez mais rápida nos últimos anos. “Até agosto de 2007 elas eram metade do total de marcas existentes no País; até o oitavo mês deste ano, já representam 52%”, detalha.

Entre os produtos regionais com maior volume de vendas, destacam-se as Massas Alimentícias, que concentram 52% das vendas do mercado. Em relação à importância numérica, o Café em Pó regional representa 82% do faturamento da categoria. Água Sanitária, Leite Asséptico e Massas Alimentícias alcançam 69%. “Desde 2004, a indústria regional do Café, por exemplo, vem passando por um ‘surto de modernização’. A gestão familiar deu espaço para a administração profissional, elevando a qualidade dos produtos e possibilitando a disputa de espaço com grandes marcas", explica Ana Carolina.


As estratégias de atuação das marcas regionais pelo País

Marcas regionais representam 34% do faturamento total das categorias e, em algumas áreas do País, chegam a representar mais da metade das vendas em valor. Levando em conta a divisão Nielsen por regiões, temos:

Centro Oeste, inclusive DF (menos Mato Grosso) – 72%
Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Estado do Rio Janeiro – 63%
Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia e
Sergipe) – 45%
Grande Rio – 45%
Região Sul – 26%
Grande São Paulo – 20%
Interior São Paulo – 15%


Perfis dos consumidores por região

No Centro Oeste (menos Mato Grosso), o pequeno varejo é responsável por 79% do faturamento das marcas regionais, as preferidas da população de classe C. As redes locais de supermercados representam 70% do faturamento total da área.

Na área compreendida por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Estado do Rio Janeiro, 81% do faturamento das marcas regionais vem do pequeno varejo. “Nessa região observamos um movimento curioso, apesar de 30% das marcas regionais serem ao menos 10% mais caras que as nacionais, elas têm apelo da ‘importância de consumir um produto local’ e as ações pontuais no PDV como suas principais estratégias de promoção”, revela Ana Carolina.

No Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia e Sergipe), apesar de 36% das marcas locais serem mais ao menos 10% mais caras que as nacionais, as embalagens com destaque para menor desembolso chamam a atenção do consumidor.

Nos municípios do Grande Rio (Capital, Niterói, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Nilópolis, São Gonçalo e São João de Meriti), apesar de 26% das regionais serem ao menos 10% mais caras que as marcas nacionais, o consumo delas está concentrado nas classes D e E. “No Grande Rio, ao contrário de outras áreas, o varejo com 10 check outs ou mais ganham importância em faturamento para marcas regionais”, esclarece o executiva da Nielsen.

As classes A e B são as que mais consomem produtos de marca regional nos Estados do Sul brasileiro. O consumidor dessa parte do País busca produtos que relacionem menor preço por maior quantidade por quilo/litro.

Na região da Grande São Paulo (Capital, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Guarulhos, Osasco, Embu e Taboão da Serra), os pequenos varejos são responsáveis por 61% do faturamento das marcas regionais. “Pelo fato de as grandes redes estarem presentes nas diversas partes da região, inclusive nas áreas mais periféricas, as vendas de produtos acabam sendo mais pulverizadas”, explica Ana Carolina.

No interior de São Paulo, 64% do faturamento destes produtos estão concentrados no pequeno varejo.

Fontes: Estudo Tendência Bimestral 2008 e Painel de Domicílios Homescan (8.700 lares brasileiros)

The Nielsen Company é uma empresa global de informações e mídia com posições de liderança na indústria de informações de mercado e consumidor, televisão, inteligência on-line, mensuração de telefonia celular, feiras e eventos e publicações comerciais (Billboard, The Hollywood Repórter e Adweek). De controle privado, com sede em Nova York (EUA), está presente em mais de 100 países. Para mais informações, acesse www.br.nielsen.com ou www.nielsen.com.

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